terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A memória das minhas impressões do PIBID


O trabalho de tradução de impressões é, antes de tudo, um trabalho de memória. Ao entrar pela primeira vez na sala de aula do Colégio de Aplicação para observar uma aula de Sociologia meu primeiro instinto foi o de abrir o caderno e copiar a matéria. Automático. Antes de perceber que naquele dia a minha função na escola era outra, e que a dinâmica e a cultura escolar me interessavam como pesquisadora, e não mais como sujeito dela participante.

Esse foi o primeiro parágrafo das minhas “primeiras impressões”, e apesar do atraso (e que atraso!) vou dar continuidade a essa exploração.

Por mais que eu diga a mim mesma que esse é um trabalho atrasado, que eu deveria ter entregado há alguns meses, a possibilidade de ter um semestre inteiro de trabalhos para discutir me abre novas possibilidades.

No início dos trabalhos do PIBID a novidade, e a surpresa de estar finalmente engajada em um projeto não só de formação, mas que tem estreita ligação com a comunidade externa muito me animou.

Acho que é mesmo uma construção, o trabalho coletivo. O passo junto, a miscigenação de idéias, a objetivação do trabalho, a experiência de aprender a trabalhar com os afins, e os nem tanto.

De tudo o que eu pude aprender até hoje no PIBID, acho que o mais importante foi o valor extraordinário que a Licenciatura tem, e quão importante é o trabalho que estamos aprendendo a realizar.

Os contatos na escola, e aquele pensamento sempre presente. A importância da Sociologia na formação de uma personalidade crítica. Por que os alunos não prestam atenção? No que eles vêem mais dificuldade? Como poderia teorizar sobre conceitos sem matar de cansaço meus ouvintes? Por que eles não participam? Não se interessam?

O encontro dos PIBIDs da UEL foi, no meu olhar, o resultado de uma campanha de sucesso. Para coordenadores, bolsistas e para as escolas que nos recebem. A quebra da rotina de sala de aula, as novas metodologias, tudo isso contribui para despertar o interesse dos alunos, geralmente tão automatizados pela rotina escolar.

Mas na verdade, o que me mais me tocou nesse tempo de trabalho eu fui encontrar onde menos esperava, ou seja, no ambiente propriamente universitário. Posso dizer mais precisamente na matéria de pesquisa e ensino IV. O tema de nossas aulas tem se concentrado em pesquisas sobre evasão nas ciências sociais. E um dos argumentos é: Dificuldade com a metodologia.

E nessa hora eu me lembro do PIBID. Ora, é muito importante ser sociólogo, cientista político e antropólogo, mas o mais importante antes de tudo é ser professor. A erudição em si não tem sentido se não aplicada no cotidiano escolar. A universidade é feita de comunicação, do aprendizado constante de alunos e professores.

Assim eu termino minhas primeiras impressões, satisfeita com esse primeiro semestre de trabalho.

Loren Berbert/PIBID

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