domingo, 5 de fevereiro de 2012

Primeiras impressões colégio Castaldi



Com o começo de nossas atividades no Colégio Castaldi iniciou-se também um novo aprendizado, pois eu estava começando analisar a escola de um modo diferente de quando eu era aluno do Ensino Médio, as responsabilidades são outras, as oportunidades, bem como as dificuldades mediante os obstáculos administrativos que regem o Colégio.
Nossa primeira atividade no Colégio Castaldi foi a elaboração de questionários e posterior entrevistas com os funcionários, sendo possível perceber que a maioria dos entrevistados gostam de trabalhar no Colégio e participam cada um a sua forma do seu dia a dia.
Além disso, observei o ambiente escolar, acompanhei os intervalos dos alunos e notei que o Colégio possui grande espaço físico e que os alunos se dividem em vários grupos por seus cantos, isso me trouxe algumas recordações de meu Ensino Médio.
Encaminharam-se as primeiras necessidades do Colégio. Em conjunto com outras duas alunas bolsistas do PIBID/C.Sociais  fizemos o levantamento dos materiais que há na escola e a evidência é que os recursos existentes no colégio não são suficientes para atender todos os alunos. Através desses trabalhos e da elaboração de relatórios, correção de atividades, envolvimento com a equipe multidisciplinar e estar no “chão da escola” semanalmente me aproximaram dos alunos do Colégio.
Há muito que ser feito no colégio Castaldi e o PIBID de Ciências Sociais\UEL busca auxiliar, por meio de nossas práticas, criar novas metodologias de ensino junto com o grupo de professores e funcionários e, dessa forma, potencializar o meu conhecimento enquanto graduando e futuro educador, dos alunos e também alcançar maior reconhecimento do Ensino de Sociologia no Brasil.


Douglas/ PIBID

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Algumas reflexões sobre ser pibidiana


Não posso chamar esse relato de primeiras impressões sobre o estágio no PIBID, pois já se passaram quase seis meses de experiência como pibidiana e também da minha inserção em sala de aula através do estágio obrigatório do curso. Ao me inserir no colégio como estagiária tanto do programa quanto do curso senti que minha presença causava certo estranhamento, pois havia dias que eu iria ficar dentro da sala de aula e outros em que permanecia na sala dos professores ou em outras dependências do colégio, as pessoas não sabiam ao certo o que eu estava fazendo ali, nem mesmo eu, na realidade.
  Ao participar da semana cultural, sendo apresentada pela professora Vani como parte da comissão organizadora, senti que meu ‘papel’ ali estava mais definido, pudemos colaborar em ação direta com os alunos e alunas e ter um contato mais informal com alguns professores e professoras. Ao fotografar os eventos, a relação era ao mesmo tempo de proximidade e de afastamento, pois eu estava dentro dos acontecimentos a toda hora, porém meu olhar era sempre intermediado pela câmera que captava as imagens. As pessoas me viam ali, sempre por perto, sempre observando, mas não se criava uma interação propriamente dita.
     Entrar em sala de aula e observar o comportamento da sala me faz pensar como seria a minha conduta tendo que lidar com todos os acontecimentos- que são muitos - em cada aula, dia após dia. Mas há também a gratificação quando se vê como muitos levam o conhecimento para a vida, pensam que sim, a sociologia faz diferença na vida deles. E pensar como o PIBID e a aproximação que propicia a nós pibidianas e pibidianos podem fazer ainda mais diferença me faz ter a motivação necessária para nossas atividades.


Denise Akemi Nishi/PIBID

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Agradecimentos

Agradeço à tod@s os alun@s bolsistas do PIBID/C.Sociais pela dedicação e cumplicidade com nosso projeto. Sem o comprometimento de vocês, das Professoras Supervisoras Edna e Vani dos Colégios Aplicação e Castaldi  e Professores Colaboradores não alcançaríamos os resultados positivos em tão pouco tempo de atuação.  Que 2012 seja de muita paz, saúde e de muitas conquistas para todos que acreditam em uma educação transformadora!!! Um Feliz Natal junto aos seus familiares


 Abraços


 Profª Ana Maria C. Almeida/Coordenadora PIBID/C. Sociais  

Página institucional do programa

Agora o PIBID conta com uma página oficial no portal da UEL:

http://www.uel.br/prograd/?content=pibid/apresentacao.html 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Minhas observações sobre o estágio do PIBID



            O estágio com os alunos tem sido fundamental para a compreensão deste “microcosmo” que é a escola, porque o ambiente escolar é um pequeno mundo dentro da sociedade na qual vivemos.

            Não dá para falar que uma aula é apenas uma relação na qual o professor “passa” o conteúdo teórico aos alunos, e que estes são os “receptores” desse conhecimento. Existe muito mais, pois são estabelecidas relações sociais entre: professores, alunos, funcionários e as famílias de todos.

            Como estagiária procuro ser uma “esponja” para absorver tudo o que se passa ao meu redor, e desde o primeiro dia percebi como essa relação professor/aluno é próxima. Com certeza não é possível manter apenas uma “relação profissional” com eles, porque as relações são de troca, e são muitas as adaptações necessárias na transmissão dos conteúdos. Cada sala de aula tem uma dinâmica própria, assim a diversificação na maneira da transmissão dos conhecimentos é primordial.

            Na medida do possível essa relação é pautada pelo respeito mútuo, mas é claro que existem as exceções, alunos - como todos os adolescentes - estão com as “emoções à flor da pele” e os “hormônios em ebulição” e procuram testar os limites para as suas atitudes. Mas, eles não fazem isso apenas com respostas rudes, muitas vezes é através de piadinhas com os colegas, ou ainda cantando alguma música “da moda” que contém uma letra provocativa.

            Particularmente, a primeira vez eu fui chamada de “professora” me pegou de surpresa, olhei para os lados para ver se havia alguma por perto, mas era para mim, alguém me chamou de professora. Senti uma espécie de alegria interna, é claro que eu me contive e respondi a questão da melhor maneira que eu pude. Sinto que guardarei essa sensação para sempre.

            Fiquei pensando porque esse fato me afetou tanto (de um modo positivo), e cheguei a conclusão de que é porque eu sempre respeitei muito os meus professores como sendo aquelas pessoas que sabiam mais do que eu. Penso que é muito importante o respeito e a preservação da memória (como sempre frisa a professora Ana Maria Chiarotti de Almeida) daqueles que nos ensinaram, e, continuam a fazê-lo, mesmo que já não estejam mais entre nós. Deste modo, sempre poderemos relembrar através de um livro, de uma fotografia, ou de alguma história passada oralmente, como determinada pessoa ou acontecimento foi, ou ainda é importante.

            A mensagem que está gravada na lateral do Colégio “revendo o passado, cuidando do presente, e construindo o futuro”, também me faz refletir sobre o meu passado como aluna, o meu presente como estagiária e o meu futuro como professora. Todavia, eu tenho a firme convicção, de que não tem importância em qual estágio da vida profissional eu esteja – aluna sempre serei – pois, sempre temos algo para aprender.

O PIBID está sendo fundamental neste processo de capacitação profissional, porque como disse o professor Magnani é preciso estar “de perto e de dentro” para compreender a amplitude, a seriedade, e, principalmente o respeito exigidos para que se possa cumprir bem o papel de professor.

 Afinal, a educação mesmo não sendo a única fonte responsável pela transmissão de conhecimento e formação dos alunos pode ajudar a transformar as pessoas em indivíduos críticos e transformadores da realidade.

Simone/PIBID

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Exposição de fotos no CEEP Castaldi

Para finalizar as atividades desse ano letivo no CEEP Castaldi, montamos uma exposição com as fotografias da Gincana Cultural realizada no mês de outubro - que contou com a participação de toda a comunidade da instituição. Pretendemos deixar as fotos expostas nesse final de ano letivo e montarmos novamente no início das atividades do colégio no começo do ano que vem.

Luana e Ana Preparando as fotos para a exposição Foto:Bruno/PIBID

Ana e Bruno fazendo os preparativos para a exposição Foto:Luana/PIBID
Ana e Bruno montando a exposição Foto:Luana/PIBID

Alunas do Colégio Castaldi apreciando a exposição Foto:Acervo PIBID






Denise/PIBID








A memória das minhas impressões do PIBID


O trabalho de tradução de impressões é, antes de tudo, um trabalho de memória. Ao entrar pela primeira vez na sala de aula do Colégio de Aplicação para observar uma aula de Sociologia meu primeiro instinto foi o de abrir o caderno e copiar a matéria. Automático. Antes de perceber que naquele dia a minha função na escola era outra, e que a dinâmica e a cultura escolar me interessavam como pesquisadora, e não mais como sujeito dela participante.

Esse foi o primeiro parágrafo das minhas “primeiras impressões”, e apesar do atraso (e que atraso!) vou dar continuidade a essa exploração.

Por mais que eu diga a mim mesma que esse é um trabalho atrasado, que eu deveria ter entregado há alguns meses, a possibilidade de ter um semestre inteiro de trabalhos para discutir me abre novas possibilidades.

No início dos trabalhos do PIBID a novidade, e a surpresa de estar finalmente engajada em um projeto não só de formação, mas que tem estreita ligação com a comunidade externa muito me animou.

Acho que é mesmo uma construção, o trabalho coletivo. O passo junto, a miscigenação de idéias, a objetivação do trabalho, a experiência de aprender a trabalhar com os afins, e os nem tanto.

De tudo o que eu pude aprender até hoje no PIBID, acho que o mais importante foi o valor extraordinário que a Licenciatura tem, e quão importante é o trabalho que estamos aprendendo a realizar.

Os contatos na escola, e aquele pensamento sempre presente. A importância da Sociologia na formação de uma personalidade crítica. Por que os alunos não prestam atenção? No que eles vêem mais dificuldade? Como poderia teorizar sobre conceitos sem matar de cansaço meus ouvintes? Por que eles não participam? Não se interessam?

O encontro dos PIBIDs da UEL foi, no meu olhar, o resultado de uma campanha de sucesso. Para coordenadores, bolsistas e para as escolas que nos recebem. A quebra da rotina de sala de aula, as novas metodologias, tudo isso contribui para despertar o interesse dos alunos, geralmente tão automatizados pela rotina escolar.

Mas na verdade, o que me mais me tocou nesse tempo de trabalho eu fui encontrar onde menos esperava, ou seja, no ambiente propriamente universitário. Posso dizer mais precisamente na matéria de pesquisa e ensino IV. O tema de nossas aulas tem se concentrado em pesquisas sobre evasão nas ciências sociais. E um dos argumentos é: Dificuldade com a metodologia.

E nessa hora eu me lembro do PIBID. Ora, é muito importante ser sociólogo, cientista político e antropólogo, mas o mais importante antes de tudo é ser professor. A erudição em si não tem sentido se não aplicada no cotidiano escolar. A universidade é feita de comunicação, do aprendizado constante de alunos e professores.

Assim eu termino minhas primeiras impressões, satisfeita com esse primeiro semestre de trabalho.

Loren Berbert/PIBID